A fim, oculto amor, de coroar-te,
de adornar tuas tranças luminosas,
uma coroa teci de brancas rosas,
e fui pelo mundo afora, a procurar-te.
Sem nunca te encontrar, crendo avistar-te
nas moças que encontrava, donairosas,
fui-as beijando e fui-lhes dando rosas
da coroa feita com amor e arte.
Trago, de caminhar, os membros lassos,
acutilam-me os ventos e as geadas,
já não sei o que são noites serenas…
Sinto que vais chegar, ouço-te os passos,
mas ai! nas minhas mãos ensangüentadas
uma coroa de espinhos trago apenas!
postado por Ederson Peka em 18-06-2008




o maluco sadio disse:
muito interessante!! Gostou do final e da quebra de expectativa. Continue assim!
Maeva Fernanda de Paula disse:
Adorei dez !!!!!!!!!!!!
Murilo Saldanha da Silva disse:
Olá Ederson!
Que poesia bela esta! Obra-prima!
Com certeza cada espinho valerá a pena quando ele encontrar a amada.
Ótima postagem!
Grande abraço!
Brunna Sammer disse:
goosteei muiitoo
soo keriaa sabeer a analise do poemaa !!