Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto…
E minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?!… Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já que não levo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
postado por Ederson Peka em 04-02-2003




mary dayonara Mariano de Paiva Ferreira disse:
poemas produzidos no séc xx
mary dayonara Mariano de Paiva Ferreira disse:
que ano foi produzido o poema “Adeus, Meus Sonhos!”?
Renata disse:
Olá, tenho que fazer uma resenha crítica sobre o poema, cituado a cima… mas não sou habil para tanto.. aguém poderia me ajudar?
Suênia disse:
Admiro muito as obras de Álvares de Azevedo, mas sinceramente esse poema é uma das coisas mais lindas e sensíveis que vi. Talvez por traduzir tudo o que sinto e é como se tudo o que eu queria dizer, tudo que está no mais íntimo do meu ser, estivesse exposto em algumas e excepcionais linhas.