A Valsa
de Casimiro de AbreuNa valsa tão falsa, corrias, fugias,
Ardente, contente, tranqüila, serena,
Sem pena de mim!
postado por Elisabeth Tavares em 26-11-2008
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Elisabeth Tavares é administradora do Música e Tradução .com.
http://musicaetraducao.comNa valsa tão falsa, corrias, fugias,
Ardente, contente, tranqüila, serena,
Sem pena de mim!
No mistério solitário na penugem
Vê-se a vida correndo, parada
Como se não existisse chegada
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero
Mostro que o não padeço, e sei que o sinto.
O mal, que fora encubro, ou que desminto,
Dentro no coração é que o sustento
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
A saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
De tudo houve um começo… e tudo errou…
- Ai a dor de ser – quase, dor sem fim…