Eu hei de lhe falar lugubremente
Do meu amor enorme e massacrado,
Falar-lhe com a luz e a fé dum crente.
Hei de expor-lhe o meu peito descarnado,
Chamar-lhe minha cruz e meu Calvário,
E ser menos que um Judas empalhado.
Hei de abrir-lhe o meu íntimo sacrário
E, desvendar a vida, o mundo, o gozo,
Como um velho filósofo lendário.
Hei de mostrar, tão triste e tenebroso,
Os pegos abismais da minha vida,
E hei de olhá-la dum modo tão nervoso,
Que ela há de, enfim, sentir-se constrangida,
Cheia de dor, tremente, alucinada,
E há de chorar, chorar enternecida!
E eu hei-de, então, soltar uma risada…
postado por Ederson Peka em 17-05-2009





Domingos de Souza Nogueira Neto disse:
Olá,
Lindíssimo o blog. Queria recomendar três poetisas brasileiras que valem a pena: Cora Coralina, Adélia Prado e Cláudia Roquette Pinto. São poetizas de versos de qualidade que certamente multiplicarão o prazer (já enorme) de estar aqui. Abraços. Domingos.
Michelle disse:
Ao ler esta poesia ,,me atingiu ao fundo..
Simplesmente fantástico..sem palavras!!!
Não haveria palavras para descrever..tamanha beleza…
Brunna Duarte disse:
Eu gostei bastante, do site e da poesia!
Me faça uma visita quando puder, amigo pelas palavras….
Gil Nascimento disse:
Caro colega muito profunda essa poesia.
Parabéns!
Tua colega Gil Nascimento
Giulia Sodesso disse:
Adorei a poesia, o blog muito bom também. Parabéns,
voltarei sempre.