(…)
Esta ignorância humana.
Este silêncio do universo.
A sabedoria.
Hoje eu queria estar entre as nuvens, na velocidade das nuvens, na sua fragilidade, na sua docilidade de ser e deixar de ser.
Livremente.
Sem interesse próprio.
Confiante.
À mercê da vida.
Sem nenhum sonho de durarem até o ano 2000, de terem emprego público, férias, abono de Natal, montepio, prêmio de loteria, discurso à beira do túmulo, nome em placa de rua, busto no jardim…
(Ó nuvens prodigiosas, criaturas efêmeras que estais tão alto e não pretendeis nada, e sois capazes de obscurecer o sol e de fazer frutificar a terra, e não tendes vaidade nenhuma nem apego a esses ocasos!)
Hoje eu queria andar lá em cima nas nuvens, com as nuvens, pelas nuvens, para as nuvens…
postado por Ederson Peka em 11-10-2009





Marcelo disse:
Gosto desse poema da cecilia
muito bom blog
dá uma visitada no meu http://www.opasquim.br30.com
e comenta lá , valeu
EDILOY A C FERRAO disse:
…que deleite flanar em devaneios com a poetisa eternizada na literatura pátria…seu sonhar distante é tão vivo, intenso, como a notícia fresca do jornal do dia, tuas divagações mostram a sensibilidade que transcendem épocas…
Sim, só a almas sensíveis, ver as nuvens, não apenas preocupadas com o mal tempo, mas nas alegorias que alimentam palavras de belezas e de sentidos…
Parabéns por esta postagem inspirada !
Paulo disse:
Não esta mau!
um blog muito bom.
Que quizer que veja o meu http://comix17.blogspot.com/
Podem cometar á vontade!
Marília Montanha Pedroso. disse:
Cecília Benevides de Carvalho Meireles.
Sua obra reflete uma atmosfera de sonho, fantasia e, ao mesmo tempo, solidão e padecimento, como afirmava a escritora :
” Mas creio que todos padecem, se são poetas. Porque, afinal, se sente que o grito é o grito; e a poesia já é o grito ( com toda a sua força ) mas transfigurado”.
Cecília Meireles, grandiosa, lírica, doce.
” A vida só é possível reiventada”. Em seu poema “Reinvenção.”
O meu abraço fraterno.
Vinícius disse:
Ah, Cecília.
Se tem um coisa que eu me arrependo, e bem falando; nem tenho como me arrepender, pois não tenho culpa – é de não ter muito tempo, por enquanto, para a leitura.
Esse suave gosto de outro mundo, diferente das coisas eteriotipadas que se vêem hoje em dia em suas poesias me dão agua na boca – e nos olhos.