Blog dos Poetas

Delírio

de

No parque morno, um perfumista oculto
ordenha heliotrópios…
Deixa aberta a janela…

Minhas mãos sabem de cor o teu corpo,
e a alcova é morna…
Apaguemos a luz…

Não sentes na tua boca
um gosto de papoulas?…

Passa o lenço de seda de tuas mãos
sobre minha fronte,
e não me digas nada:
a febre está, baixinho, ao meu ouvido,
falando de ti….

postado por Ederson Peka em 05-10-2006

2 Comentários para “Delírio”


  1. clara disse:

    esse poema faz parte da literatura de cordel ??


  2. Ederson Peka disse:

    Não.

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