Boa noite, velhice, vens tão cedo!
Não esperava, agora, a tua vinda.
Eu tão despreocupado estava, ainda,
Levando a vida como num brinquedo…
Tens tão meigo sorriso e um ar tão ledo;
Nos teus cabelos como a prata é linda!
Ao meu teto, velhice, sê bem-vinda!
Fica à vontade. Não me fazes medo.
E ela assim me falou, em tom amigo:
- Estranha me supões, mas, em verdade,
Há muito tempo que, ao teu lado, eu sigo.
Mas, da vida na estúrdia alacridade,
Não me viste viver, seguir contigo…
Eu sou, amigo, a tua mocidade.
postado por Ederson Peka em 03-01-2010





EDILOY AC FERRARO disse:
…reflexões trazendo-nos o inevitável das fases da vida, a rápida infância, mocidade vivaz e a sabedoria dos anos trazida nas cãs dos cabelos…versejar com maestria, traz-nos o poeta em seus versos bem ritmados e cadenciados
Elisa Gasparini disse:
Um poema tão emocionante! Hoje em dia se repudia a velhice, mas ela pode vir suave, com bagagem de experiências, com aposentadoria e netinhos, por que não?
deusaii disse:
Fantástico poema… dá que pensar realmente… que não somos eternos, mas se nos mantermos jovens por dentro… então não à velhice que nos domine.