Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…
Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
postado por Elisabeth Tavares em 04-01-2008





rosely disse:
intenso demais. Só Florbela Espanca..
Fê disse:
perfeito….lindo dmais
lenice disse:
Esta poesia é somplismente a descrição do que acontece comigo, você é somplismente uma poeta maravilhosa.
anelise disse:
amei… exatamente oq estou sentindo no momento… tocou bem fundo no meu coração… parabéns…
Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…mergulhos de sensibilidade, reflexões existenciais profundas em versos decifráveis expostos, como quem narra sem subterfúgios seus labirintos e nos brinda com a poesia pura…linda !
something disse:
Demontra como quase todos os poemas de florbela espanca, imensa tristeza.
E claro sempre com admiravel beleza e intensidade!