Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
- Ardes, sangras, pregada à tua cruz, e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava…
O pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve…
E a Palavra pesada abafa a Idéia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.
Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?
postado por Ederson Peka em 22-07-2007




Amanda Nifertynne disse:
Huia…
Hua…
Muito elaborado, manda bem d+++
Uma certeza é que foi e sempre será marcado na história um homem que fez a diferença entre o sentimento…E a dor…
AmooOOO
Huia huia huia
Hua
*;* *;* *;*
Rosemar Prota disse:
gostei demais do seu blog.
Cherry.~ disse:
Ahh, esse poema me ajudou a sair da Lama.