Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
postado por Elisabeth Tavares em 12-10-2007




samara dos passos silva disse:
amei todas as poesias, meus parabéns!!vc escrve muito bem!!!continue escrevndo assim e eu irei ler todos os seus livros!!
beijus samara!!!
jessica e cheila-Riachuelo disse:
Este poema mostra a esperança do autor diante da realidade da epoca, onde os reflexos da guerra eram evidentes, e a maior arma era a capacidade de permanecer unidos
Andressa, Ginara e Luan (Riachuelo) disse:
Ele demonstra sentimento pelos seus companheiros, não se importando com o futuro, pensa no agora! Ele é bastante otimista nesse poema, e não pensa em agradar a ninguém!