Ouço que a natureza é uma lauda eterna
De pompa, de fulgor, de movimento e lida,
Uma escala de luz, uma escala de vida
De sol à ínfima luzerna.
Ouço que a natureza, - a natureza externa, -
Tem o olhar que namora e o gesto que intimida,
Feiticeira que ceva uma hidra de Lerna
Entre as flores da bela Armida.
E contudo, se fecho os olhos, e mergulho
Dentro de mim, vejo à luz de outro sol, outro abismo
Em que um mundo mais vasto, armado de outro orgulho,
Rola a vida imortal e o eterno cataclismo,
E, como o outro, guarda em seu âmbito enorme,
Um segredo que atrai, que desafia, - e dorme.
postado por Célia de Lima em 23-08-2008




Marina * disse:
Olaa !
Estava dando uma olhada no seu blog, e achei muitoo legal ! Parabens ! haha. Eu acabo de criar um blog com o intuito de utilizar a inspiração das pessoas despostas, para podermos criar uma história diferente, todos juntos ! Gosto do modo como escreve e peço uma forcinha ao meu blog, teria como compartilhar com idéias?
Haioshashio, se não, tudo bem =]
Obrigada de qualquer forma pela atenção. Um beijo Má *