Ó cinérea Princesa, as vossas flores
ficarão para sempre mais perfeitas,
já que o tempo extinguiu brilhos e cores;
já que o tempo extinguiu a habilidosa
mão que elevou, serenas e direitas,
a tulipa sucinta e a ardente rosa
Não há mais ilusão de outra presença
que o Amor, que inspirou graças tão finas
- que ninguém viu e em que ninguém mais pensa -
porque os homens e o mundo são de ruínas
E este ramo de pétalas franzinas,
leve, liberto da mortal sentença,
tinha, ó Princesa, fábulas divinas
em cada flor, sobre o nada suspensa
postado por Ederson Peka em 13-09-2009





Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…talvez um dos mais tristes poemas de
Cecília Meireles, não menos belo e intenso, mas encerrado, não dando azos à esperanças, taciturno, sóbrio, reflexivo, pesaroso…