O tempo passa? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.
postado por Ederson Peka em 04-10-2009





Ediloy Antonio Carlos Ferraro disse:
…com que simplicidade o poeta versejar em reflexões líricas e belas, sobre a magia de se doar amando, o tempo é miragem, convenção para se por ordem no caos das coisas…o mais, bem… o que vale é amar…
Giselle disse:
Lindo! *_*
Victor Colonna disse:
Segue o convite para o lançamento do livro de poesia ” Cabeça, Tronco e Versos” e um poema.
Se puder apareça. E divulgue para os amigos!
A VOZ DA MINORIA
Fique fria meu bem, fique fria
Eles tremem também , a maioria
Fique fria, meu bem, fique fria
As ovelhas também fingem que são guias.
Eles querem enquadrar você no sexo
Eles querem formatar você nos versos
Eles chamam retrocesso tradição
E convidam com sorriso de beato
A calçar as sandálias da submissão.
Mas nós não, meu bem, não calçaremos
Nossos pés são tortos
Mas de caminhos plenos.
Lançar um livro é se lançar às críticas, ao abismo que é o gosto do outro.
Publicar, mais que escrever, é inscrever as palavras, imprimir-se, revelar-se para o mundo.
Há milhares de anos quando não éramos ainda seres “humanos”, resolvemos misturar o sangue dos animais com terra, transformamos esse sangue em tinta e passamos a desenhar as paredes das cavernas. Não se sabe porque isso se deu, mas com certeza, já existia nos nossos antepassados cavernosos a necessidade de transcender à vida, de mostrar ao mundo: “eu estive aqui”.
Ninguém sabe exatamente o que é arte. A mim, arte remete à caverna, sangue, angústia, destino, transcendência. É apenas uma intuição, uma conjectura. Não tenho certeza. Nunca terei.
Mas isso não tem a menor importância. Pois a vida não é feita de certezas, mas de caminhadas.
Eu, Victor Colonna, tenho a honra de convidá-lo(a) para o:
Lançamento do meu livro de poesia Cabeça, Tronco e Versos (Editora da Palavra), na Livraria Baratos da Ribeiro, rua Barata Ribeiro 354 lj D, Copacabana,dia 13 de outubro de 2009, a partir das 19:30h
Úrsula Avner disse:
Belo poema que só uma alma sensível como a de Drummond poderia versejar… Um abraço.
Marília M. Pedroso. disse:
Os poemas do fabuloso poeta Drummond, serão eternos !
De geração à geração, os seus poemas emocionarão.
O meu abraço fraterno.
manuzinhaa disse:
Drummond, é o cara!!
Felipa disse:
Amor não tem idade; o tempo passa e o amor permanece no mesmo estado quando a idade é vista com os olhos do coração… aproveito para convidar para uma visita:
http://www.felipamonteverde.com
http://umacertaluz.blogspot.com/
http://veredasdomeucaminho.blogspot.com/
http://nossogrupo.com.pt/forum/index.php
Felipa disse:
Agradeço a visita aos endereços acima e já agora comentem, dêem opinião… obrigada.
Tania Cristina disse:
Admiro os poetas e a poesia, sou romantica, e acredito que nossos anseios sao transformados em estrofes, que remetem sentimentos, sensaçoes, sonhos e sensibilidade, para amar basta acreditar no amor, para viver basta amar!!!