Blog dos Poetas

Pré-História

de

Mamãe vestida de rendas
Tocava piano no caos.
Uma noite abriu as asas
Cansada de tanto som,
Equilibrou-se no azul,
De tonta não mais olhou
Para mim, para ninguém!
Caiu no álbum de retratos.

postado por Ederson Peka em 29-09-2006

1 Comentário para “Pré-História”


  1. Verunna disse:

    I died for beauty, but was scarce
    Adjusted in the tomb,
    When one who died for truth was lain
    In an adjoining room.
    He questioned softly why I failed?
    “For beauty, I replied.
    “And I for truth, - the two are one;
    We brethren are”, he said.
    And so, as kinsmen met a night,
    We talked between the rooms,
    Until the moss had reached our lips,
    And covered up our names.

    Morri pela beleza e mal estava
    Ao túmulo ajustado
    Alguém veio habitar a sepultura ao lado.
    (Defendera a verdade)
    Baixinho perguntou: “Por que morreste?”
    “Pela beleza”, respondi.
    “E eu pela verdade. São ambas uma só.
    Somos irmãos”, me disse.
    E assim como parentes que à noite se encontram
    Entre os jazigos conversamos,
    Até que o musgo alcançou nossos lábios
    E cobriu nossos nomes

    (Emily Dickinson)

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