Blog dos Poetas

Pulvis

de

Áureos castelos da primeira idade,
Dourada fantasia de outras eras
Cuja luz de uma estranha claridade,
A alma me encheu de sóis e primaveras;

Glória, amor, ilusões da mocidade
Palpitando ao clarão de outras esferas;
Ânsias do afeto, espinhos da saudade,
Sonhos alados, fúlgidas quimeras;

Ideais da velha crença sonhadora;
Poemas tangidos da chorosa lira
(Que mais chorara se ditosa fora);

Por tanta coisa essa alma ainda suspira!
Tanta coisa, que a mente enganadora
Julgava ser verdade e era mentira!

postado por Ederson Peka em 01-04-2007

1 Comentário para “Pulvis”


  1. Renan disse:

    uauu
    muito bom esse poema..
    mas prefiro Luis Fernando Verissimo.

    continuem ai postando

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