Quando de minhas mágoas a comprida
Maginação os olhos me adormece,
Em sonhos aquela alma me aparece
Que pera mim foi sonho nesta vida.
Lá nu’a saudade, onde estendida
A vista pelo campo desfalece,
Corro pera ela; e ela então parece
Que mais de mim se alonga, compelida.
Brado: — Não me fujais, sombra benina! –
Ela, os olhos em mim c’um brando pejo,
Como quem diz que já não pode ser,
Torna a fugir-me; e eu gritando: — Dina…
Antes que diga: — mene, acordo, e vejo
Que nem um breve engano posso ter.
postado por Diego Eis em 06-07-2003
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