Cobre-lhe a fria palidez do rosto
O sendal da tristeza que a desola;
Chora – o orvalho do pranto lhe perola
As faces maceradas de desgosto.
Quando o rosário de seu pranto rola,
Das brancas rosas do seu triste rosto
Que rolam murchas como um sol já posto
Um perfume de lágrimas se evola.
Tenta às vezes, porém, nervosa e louca
Esquecer por momento a mágoa intensa
Arrancando um sorriso à flor da boca.
Mas volta logo um negro desconforto,
Bela na Dor, sublime na Descrença.
Como Jesus a soluçar no Horto!
postado por Ederson Peka em 29-11-2009





Felipa disse:
Simplesmente magnífico e doloroso…
EDILOY A C FERRARO disse:
Este poeta tem o dom de surpreender, seja no impacto das palavras em muito de sua obra, ou ameno como nesta poesia, que emoldura em terna tela a própria imagem da dor, seja em qual cenário for, ele se supera e se eterniza como um dos maiores poetas de nossa língua portuguesa.
Hellen disse:
Meus amigos poetas. Deixei de escrever meus versos há tempos. Tenho meus rascunhos manuscritos em um livrinho de papel vergê amarrado a barbantes de sisal. Minha profissão me tirou o tempo… Lendo “Sofredora” percebi que ainda tenho prazer com a poesia, e isso me fez refletir sobre escrever novamente. Obrigada. Entrem no Blog http://www.janetelacerda.blogspot.com é bem recente e promete trazer muito gosto ao mundo dos poetas comtemporâneos.
Claudia disse:
linda poesia
beatriz disse:
nossa que inspiração ele tem em