À última luz que doira as tardes calmas,
À última luz de amor que beija o poente,
Se dá, no meu país, poeticamente,
A denominação de “Sol das Almas”!
Na montanha, a palmeira, de repente,
Brilha! O mistério lhe incandesce as palmas!
Para outro mundo leva o pó das salmas
A luminosidade comovente!
Vai morrer e ainda fulge! Ainda! Ainda!
Como um sorriso, finda a claridade,
Como um soluço, a claridade finda!
Adeus! Adeus! É o fim da Mocidade!
Nunca mais! Nunca mais! E era tão linda!
Qual é teu nome, Luz do Azul? – Saudade.
postado por Ederson Peka em 24-05-2009





Victor Colonna disse:
Belo soneto! Segue um meu.
NÁUFRAGO ( Victor Colonna)
Embarco numa rima ruminante
E parto numa estrofe estropiada
Eu paro, penso, pausa…e num rompante
Encontro um verso que não leva a nada.
Eu vejo a poesia tão distante
Me afogo na superfície da palavra
Eu sumo num soneto dissonante
Sufoco numa sílaba que trava.
Perdido numa quadra sem quadrante
Sou menos que figura, figurante
Pseudo-comandante, e vivo em dilema
Espero que a onda não me traia
E nado em desespero até a praia
Salvo o poeta mas naufrago no poema.
ju disse:
oi… gostei daqui…
mariana disse:
oiiiiiiiii esse poema e muito interesante
gostei muito xauuu
Victor Colonna disse:
Segue aí outro poema!
CURTO-CIRCUITO (Victor Colonna)
De repente eu paro e olho: é ele!
E desengato marcha-a-ré crescente
Meu rosto fica roxo, vermelho
E desamarra-se o elo da corrente.
Curto-circuito, incêndio, tragédia!
E meu cabelo arrepiado espeta
E meu pulso desencapado te choca
E meu corpo endiabrado, capeta.
E meu peito pega fogo: vida
Um calor que se desprende e solta
Amor é caminho longo: é ida
É só ida. Não tem volta.
Markus Falcao disse:
Gostei muito do poema e o cantinho onde foi pastado um lugar. muito aprazivel .abraços Markus.Falcao
Marlise disse:
Muito lindo poema, paro e olho e me vejo em curto circuito, belo muito belo…
Sucesso…abraço Marlise