Já da morte o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!
Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!… já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!
O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!
postado por Ederson Peka em 16-07-2006




raul disse:
“nossa a morte é a dadiva da vida
sou louco e para o mundo o louco é perfeito ahh doce é a as treva que mora em minha alma”
ass: raul castro
Fátima Sena. disse:
Só canta a morte,quem infinitamente viveu e amou! Só morre de amor… quem é poeta! Aplausos p “Soneto da morte” !