Blog dos Poetas

Soneto da Morte

de

Já da morte o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto!

Do leito embalde no macio encosto
Tento o sono reter!… já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece…
Eis o estado em que a mágoa me tem posto!

O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.

Dá-me a esperança com que o ser mantive!
Volve ao amante os olhos por piedade,
Olhos por quem viveu quem já não vive!

postado por Ederson Peka em 16-07-2006

2 Comentários para “Soneto da Morte”


  1. raul disse:

    “nossa a morte é a dadiva da vida
    sou louco e para o mundo o louco é perfeito ahh doce é a as treva que mora em minha alma”

    ass: raul castro


  2. Fátima Sena. disse:

    Só canta a morte,quem infinitamente viveu e amou! Só morre de amor… quem é poeta! Aplausos p “Soneto da morte” !

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