A casa era por aqui…
Onde? Procuro-a e não acho.
Ouço uma voz que esqueci:
É a voz deste mesmo riacho.
Ah quanto tempo passou!
(Foram mais de cinqüenta anos.)
Tantos que a morte levou!
(E a vida… nos desenganos…)
A usura fez tábua rasa
Da velha chácara triste:
Não existe mais a casa…
- Mas o menino ainda existe.
postado por Ederson Peka em 27-12-2009





Felipa disse:
Quanta nostalgia nesse poema!…
EDILOY AC FERRARO disse:
…a sensação de ter ficado no tempo, onde tudo se transformou, nada mais restou dos tempos da infância, a volta em busca de um panorama familiar já não existe, apenas sinais do que foi… que sentimentos traz-nos o poeta nestes sucintos versos, a melancolia e a certeza da distância…
remete-me a um texto meu, recente, :
A VOLTA
nos passos dados
já distantes
no tempo
ora retomados
avenidas modernas
construções novas
escondem vestígios
de um tempo esquecido
retomo a uma terra estranha
de pessoas diferentes
a quem sou um estrangeiro
a vagar em pegadas e olhares
perscrutando reminiscências
lembranças pessoais esvaídas
marcas apagadas esmaecidas
nada mais lembra o que foi
ausentes entes contemporâneos
alegrias correrias e folguedos
da infância evolada nas espirais
rememoradas em tempos idos
apenas o endereço
permanece na rua
que já foi minha,
hoje, sou um estranho…
Ciça Lize disse:
Oiiii saudade de vir aqui!! Feliz 2010 muitas alegrias!!!
Seu blog ta lindo!!!