Nasceu para servir ao estranho ritual
dos festins, - no cristal puríssimo, sem jaça
reflete da loucura o cortejo triunfal
que alegre, ao seu redor, todas as noites, passa…
Quanta dor já entornou! Quanta alma turva e baça
já a ergueu na ilusão de esquecer o seu mal…
Leva o vinho que apaga a tristeza e a desgraça
e põe na boca um riso inconsciente e boçal!…
Destino estranho o seu! No seu cristal sem bruma
vive num mundo à parte, e insensível parece
ao vinho que transborda e ao champanha que espuma…
E boêmia há de acabar, num último tinir
como as almas que embriaga, e aniquila, e enlouquece,
do seu próprio destino… espedaçada, a rir!
postado por Ederson Peka em 21-01-2007




Philipe Cardoso disse:
Bom Dia Adorei o poema gostaria de deixar aqui um pouco do meu trabalho para que voce e nos juntos possamos avaliar e sentir o mel que tras um poema e um verso.
Obrigado A todos
http://Www.philipecardoso.com