Quando adivinha que vou vê-la, e à escada
Ouve-me a voz e o meu andar conhece,
Fica pálida, assusta-se, estremece,
E não sei por que foge envergonhada.
Volta depois. À porta, alvoroçada,
Sorrindo, em fogo as faces, aparece:
E talvez entendendo a muda prece
De meus olhos, adianta-se apressada.
Corre, delira, multiplica os passos;
E o chão, sob os seus passos murmurando,
Segue-a de um hino, de rumor de festa…
E ah! que desejo de a tomar nos braços,
O movimento rápido sustando
Das duas asas que a paixão lhe empresta
(in Poesias, Olavo Bilac, Via -Láctea)
postado por Célia de Lima em 20-09-2008





Socorro disse:
O amor na sua essencia,
Na sua pureza,
na sua inocencia.
Amor eterno.
Linda poesia.
Michelle Castro disse:
Que coisa magânima!
Linda poesia!…
O amor dá a nos a qualidade de seres divinos… O que no torna eterno no depois do que se ainda diz para sempre.
Um bjão
helena maria sandoval de miranda disse:
Romântico, suave, sútil,muito bom pensar nas emoções subjacentes a esse sentir expresso de forma tão linda e perceptível.