Saudades
de Florbela EspancaQuantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
postado por Elisabeth Tavares em 17-12-2007
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Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…
Talvez um dia entenda o teu mistério…
(...)Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!
Tudo é vago e incompleto!
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
E há cem anos que eu era nova e linda!
(...)Sem ironia aceita
A minha gratidão
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens!
(...)