Noite Morta
de Manuel BandeiraNinguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
postado por Ederson Peka em 20-12-2005
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Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.
Foi-se-me um dia a saúde…
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!
Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Ah, que dor!
Magoado e só,
- Só! - meu coração ardeu: